Pelos e pesado torso d'ouro em torno da flor, até então guardada.
A fala da floreada fêmea é de quem vai e quer que venha.
No estilo taurino de se fazer aquilo que todos gostam, que todos gozam, foi o touro.
Robustaurus são grandes e querem se mostrar, enquanto ninfas gostam de vê-lo crescer pra se enroscar.
Taurus galopante, gemendo na moita enquanto a flor se despetala. Bate asas como se quisesse alcançar o gemido que acabou de escapar, o mugido que acabou de soprar.
Em seu crânio robusto e molhado em dobro de resina salina, chifres duelam com os galhos tortos.
E mais um mugido escapa com o muco e a última remessa de leite sagrado, a ser cuidadosamente envasado na ânfora ventral feminina.
A Invasão e a infecção levarão à germinação de um parasita taurino. Seus chifres, ao ver luz, dilacerarão para sempre, e por inteiro, a flor que acabara de se abrir, dando vida ao seu fruto há muito fecundo.
Filho do mundo.
Massive Attack - Antistar
domingo, 21 de março de 2010
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